31 de janeiro de 2013

Curta-metragem portuguesa ' Fios de Tempo ' com estreia mundial na Índia.


A curta-metragem documental 'Fios de Tempo', de Joaquim Pavão, vai ser exibida em estreia mundial num festival de cinema na Índia, anunciou esta quinta-feira o Cine-Clube de Avanca.
Curta-metragem portuguesa 'Fios de Tempo' com estreia mundial na Índia
               
O filme, co-produzido pela Filmógrafo e Cine-Clube de Avanca, integra a selecção oficial da segunda edição do 'Fanatika Theatre Documentary Festival', e será exibido no dia 2 de Fevereiro.
   
'Fios de Tempo' nasce de um conjunto de peças de teatro portátil do projecto Faunas, baseadas em actividades tradicionais da cultura portuguesa.
O documentário foca o método de trabalho seguido pela companhia, na pesquisa, criação e produção dos espectáculos.
Entretanto, a curta-metragem '50 pesos argentinos', de Bernardo Cabral, vai estar também em exibição em dois festivais de cinema na Índia.
O filme, produzido nos Açores pela Cineact e pela Filmógrafo, integra a competição oficial do 'SCRIPT 2013', promovido pelo Rotary Club local, que decorre nos dias 8 e 9 de Fevereiro.
'50 pesos argentinos', que já foi premiado em dois festivais nacionais, será ainda exibido no próximo fim de semana, em Nova Deli, durante a competição '0110 International Digital Film Festiva'.
Pavilhão Chinês

Amália


Loja de
fados:

É uma capela do fado, centrada na obra de Amália Rodrigues. Alguns conhecem a carrinha da rua do Carmo, mas poucos sabem que mais acima há uma loja dedicada a este género musical.
Música caboverdiana no Primeiro Andar

Música caboverdiana no Primeiro Andar

o Primeiro Andar é um novo espaço cultural e gastronómico, localizado na rua das Portas de Santo Antão. Esta sexta-feira, 1 de fevereiro, é o palco de um festival de novos músicos de Cabo Verde, às 23h00. A entrada é gratuita.

Livros

A primavera árabe contada por Francisco Serrano



Nas páginas seguintes, relato uma viagem pelo Norte de África, durante o ano de 2011 (…) Queria atravessar o Norte de África e chegar ao Cairo, afastar-me dos lugares que eu já conhecia, subir montanhas e descer aldeias (…) Convenci-me de que escreveria sobre as ditaduras da região (…) Na maioria dos casos, cheguei tarde. Imaginei este livro como um retrato do autoritarismo estatal, mas acabei imerso na instabilidade da sua queda”.
As primeiras palavras que estreiam as crónicas da viagem em que Francisco Serrano se lançou, em plena primavera árabe, no meio da turbulência política e social.
A cerimónia na Livraria Buchholz foi breve e a ‘casa’ esteve cheia.
Estiveram presentes Francisco Serrano, o jornalista e escritor, José Menezes, Director de Comunicação da LeYa, e Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros.
José Menezes agradeceu a “confiança” que o autor lhe depositou para a publicação do livro e Luís Amado não agradeceu o convite, mas agradeceu o livro, deixando as suas palavras de consideração sobre “A Captura de Abbdel Karim” e o seu autor.
A atitude fez-me aceitar este convite. Não é vulgar, com apenas 29 anos, a aventura de percorrer esse território, de Argel ao Cairo, sobre brasas”.
Elogiou a serenidade e o espírito crítico de Francisco Serrano, na sua análise meticulosa em tensão permanente entre os políticos e a política, e salientou, “o retrato do que se passa nesta região é absolutamente fundamental para que nos possamos posicionar nesse mundo, absorver e analisar criticamente este tipo de problemas”.
Francisco Serrano prometeu não se alargar e assim foi, falou essencialmente de três tópicos: a viagem, a estrutura do livro e a escolha do título.
Uma “viagem inesperada, que foi uma surpresa enriquecedora”, porque na altura em que partiu ainda não tinham começado as revoluções. Depois dessa viagem, decidiu contar a história em forma de crónica e incluiu testemunhos de pessoas que foi conhecendo.
Assim, conseguiu uma visão histórica sempre do ponto de vista de quem lá estava. “Essa parte faz muito mais do livro do que narrativas minhas”.
Quem é Abdel Karim? “Decidi levar essa história ao título porque explica o absurdo das situações da guerra e da vida humana que se vê levada ao limite”.
Abdel Karim foi um rapaz de 17 anos que o jornalista entrevistou, numa prisão na Líbia.
Fez parte de um grupo de miúdos que foi levado pelo exército e forçado a combater mas que, apanhado no meio de uma emboscada, foi dos poucos que conseguiu sobreviver.
Quando acordou percebeu que tinha sido feito prisioneiro pelos próprios primos e colegas da universidade.
Francisco Serrano viveu, entre 2008 e 2010, em Jeddah, Cairo, Tunes e Casablanca, onde colaborou com a imprensa portuguesa. Trabalha como analista na Oxford Business Group, empresa editorial de pesquisa e consultoria, que publica informação sobre os grandes mercados mundiais.
Livros

“ A Paixão das Origens ”, o livro que traz de volta Alberto Sampaio



Esta não é uma fotobiografia qualquer, é uma recordação e invocação de quem, de forma pioneira, lançou as bases do conhecimento da nossa realidade”, salientou o autor do prefácio, Guilherme de Oliveira Martins explicando que a obra de Alberto Sampaio é um “desafio e apelo forte para que a universidade possa rever o seu papel”.
Alberto Sampaio, escritor e historiador português (1841-1908) tornou-se num contributo para o conhecimento da realidade histórico-social dos últimos séculos.

Foi pelas 18:30 que o Auditório BNP recebeu o Presidente da Fundação Cidade de Guimarães, João Serra, o Reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, Guilherme de Oliveira Martins, e os autores Emília Nóvoa Faria e António Martins.

António Sampaio completou as palavras de Guilherme de Oliveira Martins e sublinhou a importância do Manifesto dos estudantes da Universidade de Coimbra (1862) levado a cabo, entre outros, por Alberto Sampaio.
Um Manifesto que se “dirige ao país e tem uma dimensão de ruptura e provocação intelectual, que nos obriga a pensar em Portugal e na maneira como nos situamos face ao país”.

Uma reflexão que, acredita, deve ser feita nas universidades, em particular na área de Humanidades, sobre a produção escrita.
António Sampaio explica que o valor que Alberto Sampaio dava ao tempo, na sua relação com a escrita, é “muito diferente” daquele que nós lhe atribuímos hoje em dia. “Hoje em dia nas universidades somos obrigados a escrever e fazemo-lo numa escrita muito conjuntural, o que não nos permite pensar numa longa duração com o país”.
Alberto Sampaio, pelo contrário, passou de uma escrita mais narrativa, mais centrada, para uma que procura as dimensões mais estruturais e “só mais tarde é que isso se torna importante para a historiografia”.

A autora do livro, Emília Nóvoa, agradeceu à Biblioteca Nacional a possibilidade de divulgar este trabalho no Sul e falou sobre o título, as fontes e a perspectiva da obra. “Entre as grandes preocupações do espírito humano a questão das origens tem sido e será sempre uma das mais culminantes”, citou, justificando a escolha do título através de palavras de Alberto Sampaio.

Explicou ainda que grande parte das imagens e documentos seleccionados para a fotobiografia, foram obtidos através do Arquivo da Casa de Boamense, que pertence à família do historiador, e do Fundo Documental de Alberto Sampaio, em Vila Nova de Famalicão.
A investigação foi também feita noutros arquivos, bibliotecas e instituições culturais de âmbito regional e nacional.

O livro “segue uma abordagem temática sem nunca perder as balizas cronológicas” e por isso apresenta-se dividido em seis capítulos que nos revelam o percurso de vida de Alberto Sampaio e nos mostram a construção da sua personalidade e da sua obra.

António Martins, também autor do livro, preferiu tecer considerações sobre a acessibilidade da obra de Alberto Sampaio. “Como se pode justificar a grande dificuldade no acesso, do grande público, à sua obra?” Alguns escritos permanecem inéditos, “limitados a algumas bibliotecas do país, alguns só disponíveis num alfarrabista ou em leilão, e outros sem qualquer tipo de distribuição no mercado livreiro”. Sem meias palavras, terminou o seu discurso. “Esperemos que o lançamento deste livro, motive uma editora comercial a colmatar estas lacunas”.

Um livro que traz de volta o pensamento de Alberto Sampaio, muitas vezes deixado na penumbra. O historiador formou-se em Direito na Universidade de Coimbra e foi amigo íntimo de Antero de Quental, com quem viajou por diversos países.
Viagens que lhe permitiram estudar a fundo as civilizações primitivas do noroeste de Portugal e aspectos da economia do país.
A obra “Estudos Históricos e Económicos”, uma colectânea de investigações, foi o seu ex-libris.
Concertos

Orquestra Sinfónica Portuguesa comemora vinte anos
As comemorações dos vinte anos de actividade da Orquestra Sinfónica Portuguesa têm lugar no mês de Fevereiro, apresentando desde já uma exposição organizada pelo Centro Histórico, patente no Teatro Nacional de São Carlos.
No dia 02 realiza-se um concerto com direcção artística de Johannes Stert, e a participação de Elisabete Matos, interpretando melodias bem conhecidas de óperas de Verdi, Wagner e Britten.
Seguir-se-à um concerto que será dirigido pelo director artístico do Teatro Nacional de São Carlos, Martin André, onde será interpretado o Concerto para Piano nº2 de Brahms.
O solista será o português Artur Pizarro.
No mesmo concerto a música portuguesa estará em evidência com a apresentação da Sinfonia nº5 de Joly Braga Santos e da encomenda especial feita a Luis Tinoco, para comemorar os vinte anos da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

“Abertura Festiva” é o nome da obra de Luis Tinoco, criada para celebrar o trabalho de vinte anos da Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Livros

Eça de Queiroz renasce no Grémio Literário
O Grémio Literário foi criado por carta régia de D. Maria II em 18 de Abril de 1846 – “considerando Eu que o fim dessa associação é a cultura das letras e que pela ilustração intelectual pode ela concorrer para o aperfeiçoamento mora", foi neste espaço emblemático e com forte componente histórica, várias vezes mencionado nos “Maias”, que foi, segundo palavras de Zeferino Coelho, “a melhor sala para a apresentação deste livro, não há nenhum livro tão importante como este”.
Entre amigos “Queirozianos” o lançamento do livro tornou-se uma lembrança carinhosa e quase familiar, levando aos presentes deliciarem-se com o incomparável e incrível talento da mestria do correr da pena usada por Eça de Queiroz.

Irene Fialho salientou e enalteceu o de Maria, filha de Queiroz, que “guardou muito bem a memória do pai” e o cuidado de Afonso Reis Cabral, tri-neto, que “acompanhou todo o processo”.
O livro “Eça de Queiroz entre os seus – Cartas intimas” foi editado pela primeira vez em 1949, surge para refutar as varias teses que surgiram em 1945, que apresentam Eça de Queiroz como um homem, frio, ríspido e distante, incapaz de amar.
Após quatro anos, destas publicações, Maria, com o apoio do seu irmão quis repor a verdade sobre o pai, e não foi só publicando o seu testemunho, mas fazendo prova do que dizia, apresentando as cartas trocadas entre os pais ao longo de quinze anos de casamento. Maria hesitou na publicação das cartas, pela exposição, pois queria preservar a intimidade do casamento.
De forma cronológica são apresentados todos estes momentos, começando pelo noivado, e ao longo de seis capítulos são apresentadas cartas com relatos emotivos, e verdadeiros com uma cumplicidade evidente em cada linha.
É notório e extremamente enriquecedor, o testemunho dos filhos, Maria dá um contributo sem igual lembrando as suas memórias, e verifica-se na leitura das cartas que tem um relacionamento excelente com todos os membros da família.
Em breves passagens e num silêncio glacial, na sala, Isabel Alçada, leu algumas palavras das cartas, lembrando a frequência com que estavam expostos e a falta que sentiam um do outro reclamando a “ausência de linhas” ou “Diz-me o que fazeis à noite, todos os detalhes são preciosos, a menina fala do papá?” palavras essas que “nos fazem sentir da família de Eça de Queiroz”.
Finalizando a apresentação Isabel Alçada comentou que “Na crista da onda”, é um livro que escreveu com Ana Maria Magalhães para apresentar Eça de Queiroz aos mais novos.
Finalizada a apresentação. Zeferino Coelho encaminhou os presentes para um Tornes de honra.

30 de janeiro de 2013

Distinção Douro e Porto eleitos 'Wine Village of the year' por clube de vinhos sueco.
 
O maior clube de vinhos do mundo, o sueco Munskänkarna, elegeu o Porto e o Douro como a 'Wine Village of the Year' de 2012, uma distinção a entregar no dia 6 de Fevereiro, anunciou esta quarta-feira fonte do sector.
Douro e Porto eleitos 'Wine Village of the year' por clube de vinhos sueco
               
O clube Munskänkarna, com 24.000 membros, nomeia anualmente, desde 1993, uma cidade/região como 'The Wine village of the Year', distinção que até agora foi atribuída a territórios de França, Alemanha, Itália, Áustria, Espanha e África do Sul.
"É com muito orgulho que o Porto e Douro recebem esta distinção, que enaltece os vinhos portugueses, promove a mais antiga região vinícola do mundo, que tem sido reconhecida pela crítica internacional, e a cidade que empresta o seu nome ao vinho do Porto", comentou o presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, Manuel Novaes Cabral.
Esta designação constitui, em simultâneo, "uma boa oportunidade para projetar os vinhos do Porto e do Douro em mercados internacionais, em particular no mercado sueco, numa altura em que a crescente orientação para o exterior se afirma a melhor estratégia a seguir pelos produtores nacionais", acrescentou.
Comentando também a distinção, o presidente da associação interprofissional do sector vitivinícola ViniPortugal, Jorge Monteiro, afirmou que o crescimento das vendas de vinho português, no mercado sueco, de 7,5% até Setembro de 2012, "confirma que os produtores nacionais têm sabido aproveitar as oportunidades que lhes têm sido proporcionadas nos mercados nórdicos".
Jorge Monteiro adiantou que, este ano, a ViniPortugal investirá 200 mil euros neste mercado.
       
"Não obstante as restrições dos monopólios no retalho, administrados pelo Estado, existe potencial de crescimento e fortalecimento da presença dos vinhos portugueses", justificou.
Os membros da direcção da Munskänkarna deslocam-se no dia 06 ao Porto, para entrega da distinção, permanecendo na região para acompanhar o primeiro dia do Essência do Vinho, onde vão degustar vários vinhos portugueses e contactar com produtores.
Já no dia 8, a direcção do maior clube de vinhos do mundo iniciará uma viagem de dois dias pelo Douro Vinhateiro para visitar várias quintas produtoras de vinho do Douro e do Porto.
O clube Munskänkarna foi fundado em 1958, na Suécia, distingue territórios associados à produção vinícola e organiza provas regulares e cursos em mais de 150 delegações, tanto na Suécia como no exterior, com o objectivo de disseminar conhecimento sobre o vinho.
Na sua revista Munskänken, com oito edições anuais, são testados e apresentados todos os novos vinhos lançados no mercado sueco.
Cinema Abertas inscrições para o NY Portuguese Short Film Festival
 
As inscrições para a terceira edição do NY Portuguese Short Film Festival, a decorrer em Nova Iorque a 31 de Maio e 1 de Junho, estão abertas até ao dia 1 de Março.
Abertas inscrições para o NY Portuguese Short Film Festival
                           
        
O NY Portuguese Short Film Festival foi o primeiro festival de cinema português nos Estados Unidos e acontece em simultâneo em Portugal e no Brasil.
No ano passado, foram escolhidos 14 filmes de um total de 80. A directora do Arte Institute, Ana Ventura Miranda, disse à agência Lusa que não há um limite para os filmes que serão mostrados este ano e que os critérios são "o gosto pessoal do júri, a originalidade da história e a forma como foram filmados."
   
A organização convidou para o júri personalidades do meio cinematográfico português, brasileiro e americano, como Alejandro Merizalde, do museu MoMA, o argumentista Rui Vilhena, o actor Ricardo Pereira, o director de programação do Provincetown International Film Festival, Jared Earley, a fundadora da produtora CAVU, Isil Bagdadi, e o realizador americano Don Cato.
"Queremos que o festival seja uma ponte para outros mercados, como o americano, e que o maior número de pessoas seja apresentado ao trabalho dos realizadores portugueses", disse Ana Miranda.
Segundo Ana Miranda, a mostra já teve efeitos concretos, como a exibição de curtas-metragens portuguesas em festivais americanos, que aconteceu no Provincetown Film Festival e no Screen Loud Film Festival.
O festival é apoiado pelo New York State Council on the Arts and the New York City Department of Cultural Affairs.
Museu da Electricidade recebeu 200 mil visitantes em 2012.


O Museu da Electricidade, em Lisboa, registou um total de 199.755 visitantes em 2012, a maior afluência de sempre desde a inauguração do espaço cultural, em 1990, anunciou hoje fonte da entidade.
Museu da Electricidade recebeu 200 mil visitantes em 2012
Lusa           
De acordo com uma fonte do gabinete de comunicação do museu, localizado no complexo arquitectónico da Central Tejo, antiga central termoeléctrica, o número de visitantes aumentou cerca de 44% em relação a 2011, na sua maioria portugueses.
Inaugurado como espaço museológico em 1990, o Museu da Electricidade voltaria a encerrar em 2000 para obras de reabilitação e adaptação, reabrindo nos atuais moldes em 2006.
O espaço, com uma exposição permanente relacionada com a história do edifício, é parte integrante do património e da estrutura da Fundação EDP que pertence ao Grupo EDP - Energias de Portugal, SA.
Ainda segundo números da entidade, a actual mostra "Riso: Uma exposição a sério", inaugurada em Outubro de 2012, registou até agora quase 27 mil visitantes.
Entre as mostras mais visitadas em 2012, contam-se da exposição World Press Photo, que recebeu mais de 33 mil pessoas e a 'Ilustrarte' teve cerca de 18 mil visitas.
Quanto à exposição permanente do espaço museológico da Central Tejo, foi vista, em 2012, por 97 mil pessoas.
      
Para Sérgio Figueiredo, administrador-delegado da Fundação EDP, estes números mostram "um crescimento sustentado".
O Museu da Electricidade "é hoje um espaço transversal, com públicos muito diferentes, e a capacidade, através da sua programação, de criar ao longo do ano encontros e fusões de tendências e correntes, como por exemplo a ciência, a arte e a cultura", sublinha, numa nota sobre o balanço da actividade do espaço.
Este ano, a programação do Museu da Electricidade vai prosseguir, entre outras, com a exposição 'Riso', até 17 de Março, a World Press Photo em maio, a Trienal de Arquitectura em Setembro, e uma mostra inédita de Almada Negreiros.
« tanto se fala dos * barões * ou * senhores * da guerra e da droga , mas fala-se muito menos , ou nada , dos * barões * ou * senhores * k vivem presentes no nosso quotidiano.
kem fala dos * barões * ou * senhores * da política , do fado , da televisão , da farmacêutica , da violência domêstica , das autarquias , do teatro , do cinema ,da cultura em geral , enfim , de tantos outros setores de ativ...
idade k vão impondo as suas regras de jogo perante o gaudio e a passividade de um povo , tantas vezes , interveniente e conivente com esses * barões * ou * senhores *.
reconhecer o valor de muitos intervenientes na vida social é uma coisa , outra é alimentarmos a sede de poder , a ambição desmedida e o atropelo sistemático k esses , supostamente , * poderosos * tentam e vão conseguindo impor aos mais desprotegidos.
conheço particular / e relativamente bem , a realidade do cinema , da televisão e / ou do fado , meios onde gente de muito valor e qualidade , tem tantas vezes , k se deixar subjugar pelos * barões * e * senhores * do meio.
tudo gira à volta da vontade e dos interesses desses gigantes da hipocrisia e da ignomínia social ...
( e mais não digo , por agora )
Teatro

“ Casa de Campo ” , uma peça inspirada em Woody Allen



"A realidade é chata, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife." Já dizia Woody Allen com a sua ironia e sarcasmo próprios, que o levam a retratar a realidade sob a sua visão e humor acutilantes.
“Casa de Campo” é uma comédia que nos leva até esse universo, onde as personagens vestem cores excêntricas para se debaterem numa excêntrica encruzilhada de traições, frustrações e rupturas.

Uma peça em que a tragédia e a comédia andam de braço dado com as relações humanas, um cirurgião plástico, o dentista, o contabilista e as inesquecíveis irmãs.
Mais uma estreia de José Raposo que partilha o palco com os seus dois filhos, Miguel Raposo e Ricardo Raposo, ao lado dos actores Joaquim Nicolau, Maria Leite, Rita Rodrigues, e com a participação especial de Manuel Cintra. O texto foi adaptado por Miguel Raposo e encenado por Frederico Corado.
“Casa de Campo” vai estar em cena até dia 30 de Março juntamente com a peça “Isto é que me dói”. Duas comédias a não perder no Teatro Villaret, um dos mais importantes teatros de Lisboa, fundado pelo eterno humorista e actor, Raul Solnado.
Cinema

Castello-Lopes fecha 49 salas de cinema em todo o país



Com esta decisão Viana do Castelo, São João da Madeira, Covilhã, Leiria, Loures, Seixal, Guia e Ponta Delgada ficarão sem salas de cinema, pois estas encontram-se instaladas nos centros comerciais do Grupo Sonae Sierra, com o qual a empresa distribuidora não chegou a acordo.
João Paulo Abreu, da administração da Socorama Castello-Lopes justificou esta decisão "Não conseguimos chegar a acordo [com a Sonae Sierra] para dar continuidade à exploração de cinema. Eram condições impossíveis de continuar dada a quebra no sector"
O despedimento colectivo abrangerá 55 trabalhadores. Além destes, a empresa não renovará contrato com outros vinte funcionários.
João Paulo Abreu afirmou que os trabalhadores serão informados da decisão até quinta-feira.
O administrador lamentou o encerramento das salas, pelos despedimentos e pela redução de oferta cinematográfica em algumas localidades, como Viana do Castelo e Ponta Delgada, e afirmou que a empresa "tentará reunir as condições para manter as outras salas".
Cinema

“ 8 ½ Festa do Cinema Italiano ” chega em Março a Lisboa



A “8 ½ Festa do Cinema Italiano” regressa a Lisboa de 20 a 28 de Março, uma Primavera que promete a exibição de novos filmes e de eventos que terão lugar no Cinema São Jorge e no Teatro do Bairro.
“ 8 ½ “ regressará ainda às cidades onde foi já bem acolhido como Coimbra onde estará de 02 a 05 de Abril, no Porto de 04 a 07 de Abril, no Funchal de 11 a 14 do mesmo mês e ainda a outras cidades portuguesas, em datas que serão anunciadas brevemente.
A Festa elege sempre uma nova paragem em cada edição e este ano chega a outro continente. De 06 e 09 de Junho, “8 1/2” estreia-se em Luanda.
"8 ½ Festa do Cinema Italiano" é um festival de cinema organizado pela Associação Il Sorpasso, que programa mais uma edição de Domenica Al Cinema!, a 10 de Fevereiro, pelas 21:00, no Teatro do Bairro, com o filme “L’arrivo di Wang”, dos Manetti Bros.
"8 ½ Festa do Cinema Italiano" tem o apoio da Embaixada de Itália, do Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, é uma parceria CML/EGEAC e co-produção Cinema São Jorge.

29 de janeiro de 2013

Concertos

EDPCoolJazz anunciou hoje alguns dos nomes do cartaz da 10ª edição


No ano em que o evento musical português que se define como “o mais cool e intimista” celebra a sua 10ª edição, o cartaz não poderia deixar de corresponder às expectativas. Por isso mesmo, John Legend, Diana Krall e Rufus Wainwright são alguns dos nomes internacionais confirmados num evento que em julho irá trazer de novo a Oeiras o festival que já contagiou milhares de espectadores ao longo da última década. Ana Moura e Luisa Sobral, duas das artistas portuguesas do momento, são para já os nomes nacionais cuja presença é também garantida.
Durante a conferência de Imprensa que decorreu na Câmara Municipal de Oeiras a directora da Live Experiences Karla Campos explicou um pouco o conceito deste festival descrevendo-o como um festival para pessoas de todas as idades mas principalmente para as um pouco mais velhas em comparação a outros festivais, por serem um público mais exigente. Este festival caracteriza-se pelo seu factor intimista e por se realizar em locais idílicos e diferentes. Garantiu ainda que “estamos a arranjar um cartaz muito forte”.
Paulo Ramos Costa, director de Marketing da EDP falou da nova imagem que caracteriza este 10º aniversário do CoolJazz muito inspirada nas linhas curvas dos vinis e dos focos dos palcos e com cores que reforçam o universo Jazzy que serve de mote a este festival.
Luís Montês, dono da Música no Coração, salientou mais uma vez a força do cartaz que estão a compor para esta 10ª edição do festival e reforçou as ideias da nova imagem. Enquanto isso, Paulo Vinhas, vice-presidente e vereador da cultura de Oeiras, elogiou o espirito empreendedor dos organizadores deste evento e por “trazerem a Oeiras aquilo que de melhor há no mundo”, fazendo suspense sobre os nomes que estão ainda por anunciar.
Em entrevista ao Hardmusica Paulo Vinhas falou também sobre os apoios que a Câmara dá a este festival, que cedeu espaços, logística, do licenciamento, das questões de segurança e também uma componente financeira mas considera que “o grande contributo foi entrar neste espirito, que é o espirito do EDPCoolJazz". O Vereador considera também importante este tipo de festival para promover e divulgar o município de Oeiras, os espaços onde se realizaram os espectáculos que considera serem “do melhor que Oeiras tem”. Sobre os apoios financeiros, Paulo Vinhas considera que os festivais hoje em dia são uma indústria e que a diferença em apoios financeiros em relação a dinheiros públicos da autarquia entre o CoolJazz e o Optimus Alive (também realizado no nesse município) se devem a diferenças óbvias de orçamento sendo que o segundo festival necessita de um apoio maior graças ao grande orço que é necessário para ser realizado.

Também em entrevista ao Hardmusica, Jwana Godinho esclarece que as ideias para este ano passam por conjugar o espaço com os artistas, afirmando que “a música portuguesa teria de ser uma constante” e por isso Ana Moura e Luísa Sobral são escolhas de que se orgulha. Acrescentou ainda que “a Diana Krall reflecte um bocadinho aquilo que este festival é, ou seja, uma artista com uma origem no Jazz mas que alargou para um público muito maior, de várias gerações e estractos”. Fala também de John Legend a “estreia absoluta” do artista em Portugal revelando que “há muitos anos que andávamos atrás do John Legend e tê-lo neste festival será um absoluto sonho” ele que têm nova música na bagagem mas para Jwana “bastava que nem sequer tocasse música nova que seria [na mesma] um dos grandes concertos em Portugal, este ano”. A Programadora do festival acredita que o público fiel ao CoolJazz sabe que há um cunho de qualidade associado a este evento, quer a nível musical, de espaço ou de conforto. Para convidar as pessoas a virem ao festival Jwana convida todos “a ouvirem pelo menos uma música dos nomes que vêm ao festival e aí é completamente irresistível”.
Sobre o Cartaz:
John Legend será uma das estrelas da edição deste ano, estreando-se ao vivo em Portugal na noite de 27 de julho, no Parque dos Poetas – Estádio Municipal de Oeiras, o mesmo espaço que na edição do ano passado recebeu Sting.
Diana Krall e Rufus Wainwright são outros dos nomes internacionais anunciados até ao momento para integrar as comemorações do 10º edpcooljazz, com atuações no idílico cenário dos Jardins do Marquês de Pombal, espaço anfitrião deste distinto evento.
Diana Krall sobe ao palco no dia 24 de julho e traz consigo o mais recente e aclamado álbum «Glad Rag Doll», uma emocionante e destemida exploração de novas sonoridades e instrumentações, uma tremenda evolução e uma progressão natural no percurso da cantora e pianista.
Rufus Wainwright “entra em jogo” no dia seguinte, dia 25 de julho, trazendo o seu novo álbum “Out Of the Game”, uma coleção de músicas pop, consideradas as mais acessíveis de toda a sua carreira, produzidas por Mark Ronson, vencedor do Grammy “produtor do ano” em 2008 e que já colaborou com artistas como Amy Winehouse, Adele e Cristina Aguilera.
As artistas portuguesas do momento Ana Moura e Luisa Sobral estão também confirmadas no cartaz deste ano. Para sorte dos espectadores, ambos os concertos serão realizados na mesma noite de 4 de julho, ou seja, uma “dose dupla” de talento nacional, com concertos individuais, e uma noite de “fusão” entre o jazz e fado, que só o edpcooljazz é capaz de fazer acontecer.

Ana Moura, que tem já publicado o seu novo disco, “Desfado”, promete dar um dos seus grandes concertos de 2013, num cenário natural e ao ar livre, apropriado para receber uma das maiores vozes do fado do nosso tempo. O novo trabalho da fadista foi produzido pelo multi-galardoado produtor norte-americano Larry Klein.
E por último, Luisa Sobral, que esteve presente na conferência, está a preparar um novo trabalho que sucederá a “The cherry on my cake”, e que deverá ser lançado dois meses antes da sua atuação neste evento. Uma oportunidade única para poder ouvir ao vivo algumas das novas canções, mas também os sucessos do seu álbum de estreia.
Cultura

Lanzarote presta homenagem a José Saramago


A escultura, que vai ser colocada, em Tías, na rotunda perto da Casa onde Jose Saramago viveu, é da autoria de José Perdomo a partir de um desenho de Esther Viña, ambos de Lanzarote.

A escultura representa uma oliveira feita com as letras iniciais de José Saramago.
Foi apresentada publicamente no dia 25, numa sessão que contou com a presença da conselheira de Cultura do Hoverno das Canárias, Inés Rojas, o presidente do Cabildo de Lanzarote, Pedro San Ginés, o presidente da câmara municipal de Tías, Francisco Hernández, e a presidenta da Fundação José Saramago, Pilar del Río.

Nessa sessão a conselheira da Cultura sublinhou que o objectivo é deixar uma marca que testemunhe a presença de José Saramago em Lanzarote, onde se instalou em 1993, embora tenha vindo a Lisboa por diversas vezes.
Foi em Lanzarote que escreveu o Ensaio sobre a Cegueira, em 1995 e todas as obras que se seguiram.

Pedro San Ginés, presidente do Cabildo, reconheceu que Lanzarote “nunca poderá pagar” a Saramago o facto de se ter apaixonado pela ilha e de ter decidido ali viver. “Mas podemos agradecer-lhe e esta é uma maneira de fazê-lo”.

Os representantes das instituições que se juntaram nesta homenagem a Saramago pertencem a diferentes partidos, como sublinhou na ocasião Pilar del Río que destacou que o facto de se terem sentado à mesma mesa pela cultura “integra-se no espírito de Saramago”.

Pilar del Río recordou a influência que Lanzarote e a sua paisagem tiveram na obra do escritor português, como é possível verificar no texto “A estátua e a pedra” que será publicado nos próximos meses pela Fundação José Saramago.

Trata-se de um texto em que Saramago explica que o contacto com a ilha o levou a alterar o seu estilo e a forma de ver as coisas, passou a interessar-lhe mais a pedra e a sua matéria do que a estátua.

Teatro

Morreu Lucien Donnat, cenógrafo do D. Maria II


Lucien Donnat, que colaborou durante mais de 30 anos com o Teatro Nacional D. Maria II, e que foi alvo de uma homenagem muito recentemente, faleceu, aos 92 anos, em Lisboa, disse à agência Lusa fonte ligada à família.
Segundo António Lagarto, presidente da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa, Lucien Donnat estava internado há cerca de uma semana numa unidade hospitalar da capital, vindo a falecer por problemas respiratórios
Nascido em Paris, em 1920, Lucien Donnat frequentou o curso de Belas-Artes em França, foi cenógrafo, figurinista e decorador, dedicando-se também à escrita de letras e músicas para canções.
Em 1941, foi convidado por Amélia Rey Colaço a compor a música e desenhar cenário e figurinos para a peça infantil “Maria Rita”, da actriz Mariana Rey Monteiro, que iria ser apresentada no Teatro Nacional D. Maria II (TNDM).
A partir daqui a colaboração com o Teatro Nacional de D. Maria II foi longa e até 1974 manteve-se com a Companhia de teatro de Amélia Rey Colaço e Robles Monteiro, marcando com o seu trabalho o teatro do século XX.
Eis a lista das novas freguesias portuguesas por concelho ( Lei n.º 11-A/2013 )


Eis a lista das novas freguesias portuguesas organizadas por concelho e que pode ser consultado no anexo à Lei n.º 11-A/2013 que estabelece a reorganização administrativa do território das freguesias.

Além de listarem as antigas freguesias, as freguesias agregadas e a sede das novas freguesias resultantes, a lei apresentam também em anexo os novos mapas políticos de cada concelho. As eleições autárquicas de 2013 já deverão respeitar a nova lista de freguesias agora aprovadas por lei.

28 de janeiro de 2013

 
Pavilhão do Conhecimento - Ciência Viva | 28 de Janeiro de 2013



Férias com Ciência - Ciência no Carnaval, ninguém leva a mal

Caro (a) amigo (a),

O Carnaval está à porta e voltam ao Pavilhão do Conhecimento as Férias com Ciência, destinadas a crianças entre os 6 e os 11 anos.

Entre tachos e panelas saboreamos plantas, deliciamo-nos com lollipops de fruta e derretemo-nos com o chocolate; pegamos em provetas, gobelés e lupas e surgem sabonetes, fósseis, circuitos eléctricos e deixamo-nos encantar pelo mundo fantástico das formigas.

E porque o Carnaval são 3 dias, ainda há tempo para irmos até às nossas exposições pregar partidas científicas aos visitantes entre divertidos desfiles de máscaras.

Não é uma partida de Carnaval: as inscrições para as Férias com Ciência já estão abertas.

Datas: 11 a 13 de Fevereiro

Horário: das 09.00 às 18.00 (as crianças são recebidas a partir das 08.30)

Idades: dos 6 aos 11 anos

Preços*:
1 dia - 40 euros (35 euros sócios Pavilhão)
3 dias - 115 euros (100 euros sócios Pavilhão)


Almoço e lanche incluídos
*10% desconto na inscrição de irmãos.


Consulte as normas

ENGLISH VERSION
no próximo fim-de-semana
dias 2 e 3 de fevereiro



O ezimut.com e a Lisbon Riders promovem, no próximo fim-de-semana, um passeio de jipe por Lisboa. Começa na Casa dos Bicos e passa pelos miradouros das Portas do Sol, da Graça, da Senhora do Monte, jardins do Torel, São Pedro de Alcântara, largo do Carmo, miradouro de Santa Catarina e inclui ainda uma visita ao Lisboa Story Centre. Um passeio de três horas, com um preço de 14 euros por pessoa. Pode inscrever-se enviando um email para info@lisbonriders.com
A volta das 7 colinas


em frente à Casa dos Bicos, Lisboa


Museus

Cartazes de Propaganda Chinesa - A arte ao Serviço da Política




Esta exposição reune cerca de 100 cartazes de propaganda chinesa entre 1959 e 1981, que representam um momento histórico do período da grande revolução conduzida por Mao Tse Tung
Nesta exposição, dividida por nove núcleos, estão abordados temas correntes como a glorificação do presidente Mao, os heróis comunistas, a prosperidade da economia, a luta contra o imperialismo, a felicidade do povo e o poder do exército, entre outros.
O Hardmusica falou com a coordenadora geral da exposição Maria Manuela de Oliveira Martins, que disse que contou com a participação dos comissários Jacques Pimoaneau e Sylvie Pimpaneau, para ajudarem a estruturar os núcleos apresentados ao público.
Assim o primeiro núcleo é uma apresentação de Mao Tse Tung, a sua glorificação e adoração pelo povo, o segundo é alusivo aos heróis estrangeiros, entre outros um médico canadiano, Norman Béthune, que se disponibilizou para assistir os doentes na guerra Sino - Japonesa, que combateu ao lado do exercito de Mao, ou mesmo um jovem anónimo, que deixou um diário que contem uma frase muito usada “os parafusos na engrenagem da revolução”.
Segue-se um núcleo com alguns cartazes de propaganda das políticas do Partido Comunista da China, o quarto núcleo dá lugar à luta das classes que são fundamentais para a criação da nova China, as classes representadas são: os Operários, os Camponeses e os Militares.
Dando lugar às minorias e enfatizando o papel da mulher, a mulher enquanto educadora, revolucionária, a politica de uma família numerosa com muitos filhos, a fraternidade entre os povos e também todos os que se transformaram em heróis e modelos a seguir pelas populações, estão os núcleos quinto e sexto.
Há uma parte dedicada ao teatro de sombra, retratando as classes, esta parte lembra um pouco da história da mulher de Mao – Jiang Qing- que foi a responsável pela repressão de todas as formas de teatro e deu início à revolução Cultural.
Para o sétimo núcleo explica-se como as lutas revolucionarias passam para o exterior da China, a luta maoista na década de 60 estendeu a sua influência ao sudoeste asiático, Camboja,Vietnam, e Tailândia, contra o imperialismo e o colonialismo das potências ocidentais e alastrou-se durante a década de 70 aos países africanos como a Somália, Angola e Moçambique que lutavam pela independência.
A apresentação do oitavo núcleo é constituído por xilogravuras, brinquedos, pins e a finalizar um núcleo dedicado à influência do maoismo em Portugal, “que vingou sobre tudo, obteve a simpatia dos portugueses a partir do 25 de Abril de 1974.” segundo as palavras da coordenadora.
Salienta-se também, que nesta exposição há a possibilidade de se visionar um documentário cedido por “Center for Asian American Media”, que contém testemunhos verídicos de pessoas que viveram a época da revolução e actualmente estão radicadas fora da China, muito devido à falta de respeito pelos direitos humanos, vividos na época.
Trata-se efectivamente de uma Exposição com um vasto conteúdo cultural e educativo, que tem também o propósito de garantir a actualidade desta visão extraordinária, de história dos nossos dias.
Este é um trabalho que Maria Manuela de Oliveira Martins disse não ter tido grandes dificuldades em realiza-la, uma vez que “as cores estão cá, as peças falam por si, encontrar a cor base das paredes também foi fácil porque o vermelho era a cor da revolução, o amarelo, era o sol que Mao Tse Tung pretendia irradiar para toda a China”.
Além desta exposição que estará em exibição ao longo do ano, até ao dia 27 de Outubro, por apenas cinco euros, “pode visitar o museu, temos mais exposições temporárias em presença, no piso 2 há uma exposição dedicada ao chá, “Chá do Oriente para o Ocidente” e na próxima semana vai abrir mais uma exposição sobre “Macau- Memorias a tinta da China”, integrada nas comemorações dos 500 anos das relações entre Portugal – China.