7 de fevereiro de 2013

Teatro

“ Simplesmente Maria ” , a peça que o leva de volta aos anos 70


Ainda se lembra dos folhetins? Mirró Pereira serviu-se deste género teatral para contar o quotidiano da década de 70 em Portugal, repleto de música, notícias, jingles, revolução, amor, drama e comédia.
A cena passa-se em Lisboa, na Primavera de 1973, num estúdio de rádio onde um conjunto de actores se reúne para as gravações de um folhetim de rádio.
“Simplesmente Maria” leva-o de volta ao período que antecedeu a Revolução dos Cravos, época em que as mulheres utilizavam longos vestidos com estampas florais e os homens, camisas com padrões e óculos quadrados.
Mesmo num ambiente de censura, havia quem arranjasse forma de se libertar.
Na peça, Maria alcança o sucesso nacional com os papéis que interpreta, ao longo de vários meses, e passa a ser um escape para os ouvintes que namoram com ela pelas telefonias e rádios transitor.
A interpretação é de Ana Lopes Gomes, Carolina Parreira, Daniel Moutinho, Joana Barros e Pedro Luzindro, e as vozes de Anabela, Bernardo Gavina e José Neves.
“A curta, a comprida e a do meio” é um projecto de Gisela Duque Pereira e Mirró Pereira, que se estreia com a peça “Simplesmente Maria”.
Até ao dia 24 de Fevereiro vai poder assistir a “Simplesmente Maria” (4ª, 5ª e sábado às 21:00, 6ª às 22:45 e domingo às 17:00), mais um tributo a outros tempos, ao estilo da série televisiva “Conta-me como foi”.

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